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5 desafios que Fernando Lázaro vai enfrentar no Corinthians

Oficialmente apresentado como novo técnico do Corinthians, Fernando Lázaro afirmou saber o peso de estar neste cargo. Pela frente, ele terá uma série de desafios, seja por ser seu primeiro trabalho como treinador efetivado, seja por ser filho do ídolo Zé Maria ou, então, pelos anos do clube sem título.

Abaixo, com base na sua entrevista de apresentação, a Gazeta Esportiva separou cinco grandes desafios que ele enfrentará no 2023 do clube.

De interino a profissional

Lázaro está há mais 20 anos no clube e passou por diversas áreas, da Informática até a parte técnica, quando assumiu como interino em duas oportunidades. A primeira delas foi em 2021, por dois jogos, e a segunda, em 2022, por cinco partidas. Ele, hoje, se sente mais preparado para o desafio.

“É um processo e foi fundamental ter passado pelas experiências. Quando eu fiquei alguns jogos, em 2021, caiu a primeira ficha. Não imaginava ter ficado naquela função naquele momento. Quando chegou o ano passado, um pouco mais longo o período, eu não projetava muitas coisas à frente, sempre passo a passo, mas a partir dali comecei a me visualizar, estava já me preparando. Na época, falei com o Thiago Larghi (hoje auxiliar no clube), que passou por uma situação parecida (no Atlético-MG). Eu não me sentia preparado (em 2022) como estou hoje”.

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Gerir jogadores experientes

Uma das principais “pulgas atrás da orelha” dos torcedores alvinegros é a proximidade de Lázaro com os jogadores, visto como positivo, por um lado, mas também como negativo, por outro, por exemplo, quando ele precisar eleger os 11 titulares e algum atleta ficar de fora da escalação.

“Não acredito que seja essa a questão, faz parte do futebol, realmente todos querem estar participando e jogando o máximo possível, isso é natural. Primeiro, não acho que não tem que ser amigo, acho que a relação tem que existir da forma que a posição exige, com hierarquia, mas não necessariamente conflituosa. Tem que saber alinhar muito bem isso. O fato de eu ter conhecimento do clube, dos atletas, funcionários e direção, não deu muita margem para essa confusão (de papéis) e não vai ser problema agora”.

Filho do Super Zé

Para quem não sabe, Zé Maria, pai de Lázaro, também comandou o Timão em um momento da carreira. “Qual foi o retrospecto dele? Quero saber em caso de ele me cobrar!”, disse o treinador, aos risos.

No total, foram 20 partidas, com sete vitórias, dez empates e três derrotas com Super Zé no comando. Questionado sobre a pressão de ser “filho de quem é”, ele acredita que a torcida sabe separar muito bem seu papel do do pai.

“Ele sempre me falou para me dedicar ao máximo, não deixar margem para nada, o que precisa para essa camisa, o quanto é se entregar, dedicação, o que ele sempre foi… São essas referências, mais do que técnico e tático. Esse lado é o Corinthians e isso não muda. É mais nesse sentido (a aprendizagem com o pai)”, iniciou.

“O torcedor e as torcidas, no geral, levam vários aspectos em consideração (para apoiar o treinador), têm clareza também, não vão apoiar só porque cresci no Corinthians e sou filho de um ex-jogador do clube. São várias coisas, várias experiências, além de um pouco dessa identificação também, é um acúmulo de coisas”, complementou.

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Elenco enxuto

Neste momento, o Corinthians possui 26 jogadores* em seu plantel, com a certeza de que poderá contar com Maycon e Yuri Alberto por todo 2023, além dos reforços Romero e Matheus Bidu. Por outro lado, não terá Robert Renan já desde janeiro e Du Queiroz a partir de junho.

O clube disputará Paulista, Copa do Brasil e Libertadores, e o treinador não pretende utilizar rodízio de atletas como uma ferramenta tática.

“Estamos trabalhando com a ideia de um elenco mais enxuto, com uma estrutura que nos dê segurança e depois pensaremos nas buscas mais pontualmente. Para zaga, estamos bem-servidos. O Caetano fez por merecer voltar aqui, por onde passou, depois vamos ter a incorporação do Murillo. Iniciamos o ano com três zagueiros de Seleção e mais esses dois jovens de bom potencial. Estou satisfeito com os zagueiros que tenho para este início. Mas, claro, vamos sempre ficar de olho para poder dar mais qualidade no elenco”.

 *26 jogadores sem a presença de Murillo, que será integrado após a Copinha, e com Gustavo Silva, lesionado.

Tirar o clube da fila títulos

Por fim, um dos grandes desafios de Lázaro em 2023 seja comandar o Corinthians rumo a um título, algo que não acontece desde 2019, com a conquista do tricampeonato paulista.

No ano passado, a equipe bateu na trave ao chegar até a final da Copa do Brasil, que acabou vencida pelo Flamengo nos pênaltis, no Maracanã.

“Fico feliz com o que teve, mas enxergo diferente. Eu entendo o contexto de ser interino, me permitiu em várias esferas, foi muito importante para a minha formação, mais do que os resultados em si. Agora, estou caminhando para um lugar diferente, muito confiante”.

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