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Quais órgãos um humano poderia remover e mesmo assim continuar vivo?

Você já se perguntou se todos os órgãos do seu corpo são extremamente essenciais para a sua vida? É fácil falar que ninguém vive sem um coração e muito menos sem o cérebro, mas é possível, sim, viver sem alguns dos 78 órgãos que compõem o organismo humano. Adiantamos um único exemplo: a vesícula biliar.

Para entender quais órgãos, teoricamente, podemos vivermos sem, é preciso se perguntar: a função dele é vital ? Se sim, existe algo que possa substituí-lo interna ou artificialmente? Por último, ele é único ou é composto por um par dentro do corpo? Nessas três perguntas, está a chave para compreender quais são os limites do corpo.

Antes de seguirmos, é preciso pontuar: a vida humana ser possível sem um órgão específico, não significa que ele deve ser removido cirurgicamente hoje. A questão é que, muitas vezes, por causa de algumas doenças, cirurgias são necessárias e, eventualmente, remoções também. No entanto, é comum ter algum problema ou dificuldade relacionada no pós-operatório.

A seguir, confira a lista com os 15 órgãos que podem ser removidos do corpo humano, sem “grandes” danos:

Vesícula biliar

Escondida no abdômen e com a função de armazenar a bile — fundamental na digestão e absorção de gorduras e vitaminas — para o fígado, a vesícula biliar pode ser removida em casos de cálculos (as famosas “pedras”) biliares, algo extremamente doloroso. Apesar da digestão ficar levemente comprometida, especialmente quando se consome muita gordura, o sistema digestivo continuará funcionando.

Útero e ovários

Sim, as pessoas podem viver sem os órgãos reprodutores, mas a remoção pode ter diversas implicações. Quando uma mulher remove o útero, ela nunca mais poderá ter filhos biológicos, mas a saúde permanecerá a mesma. Agora, se precisar remover os dois ovários, ela entrará imediatamente na menopausa. Muito provavelmente, precisará fazer algum tipo de terapia hormonal.

Testículos

Se as mulheres podem sobreviver, os homens também vivem sem os dois testículos, localizados no saco escrotal. Esta cirurgia é conhecida como orquiectomia e é, normalmente, recomendada em caso de câncer testicular. A remoção não altera a função sexual, mas pode provocar a infertilidade — quando os dois são removidos.

Apêndice

Não há dúvidas que podemos viver sem o apêndice, o órgão considerado por muito tempo o mais inútil no corpo humano. Inclusive, quando ele inflama e a pessoa desenvolve um quadro de apendicite, há risco de morte por infecção generalizada. Nesse momento, as bactérias que vivem na região podem se proliferar por todo o corpo, através do sangue.

Amígdalas

Especialmente em crianças, as amígdalas, que ficam ao fundo da garganta, podem “viver” literalmente infeccionadas, como em uma infecção crônica, comprometendo a saúde. A solução pode ser removê-las cirurgicamente. No passado, as cirurgias do tipo foram uma febre, mas, atualmente, são tentadas outras soluções, já que desempenham uma função importante no sistema imunológico.

Observação nem tão útil: esta pessoa aqui, que escreve o texto, vive normalmente sem as amígdalas há mais de 20 anos. Elas foram removidas cirurgicamente aos três anos por um otorrinolaringologista, após “infinitas” infecções de garganta.

Adenoide

Responsável por causar inúmeros problemas em crianças, incluindo noites mal-dormidas, a adenoide pode ser removida sem maiores prejuízos ao indivíduo. Conhecida por ser uma “carne esponjosa”, está atrás das cavidades nasais e acima do céu da boca (palato). A sua principal função está associada ao sistema imunológico.

Estômago

É realmente difícil viver sem o estômago, mas é possível. Na maioria das vezes, a remoção do órgão ocorre durante o tratamento de um câncer. Deste momento em diante, a pessoa terá complicações permanentes, como fazer sempre pequenas refeições e tomar suplementos alimentares, incluindo vitamina B12.

Fígado

Agora, vamos precisar “roubar” um pouco nessa lista. Não é possível viver sem nenhuma parte do fígado, mas é possível doar uma parte do órgão enquanto se está vivo, sem complicações para a saúde. Em crianças, pode ser doado o lobo esquerdo e, em adultos, é o inverso (o direito).

Rins

Mais comum ainda que a de fígado, é a doação de rins por doadores vivos. Na maioria dos casos, a pessoa que doa segue com a vida normalmente, já que o outro rim continua operante. Em alguns casos, a alteração mais frequente é que a urina pode conter uma taxa mais alta de albumina (proteína) que o normal.

Baço

Localizado no abdômen, o baço auxilia no sistema imunológico, filtrando o sangue e retendo células mortas. Pensando nisso, aquele que remove o órgão deve sempre estar atento para possíveis infecções e ter a carteirinha de vacinação em dia, porque as suas defesas são enfraquecidas. Após a remoção, é comum tomar antibióticos por longos períodos até que o corpo se estabilize novamente.

Pâncreas

Novamente, em alguns casos de câncer, pode ser necessária a remoção completa do pâncreas. Em seguida, será preciso fazer algumas adaptações, de forma permanente, para a pessoa manter a sua saúde. Por exemplo, o órgão é responsável pela produção da insulina e, sem ele, o indivíduo desenvolve o diabetes. Então, aplicações de insulina precisam ser feitas regularmente.

Pulmões

Ter pelo menos um pulmão é fundamental para a vida, mas, eventualmente, perder um deles não vai ser fatal. Só que, sendo honesto, a pessoa terá em algum grau dificuldade respiratória. Por exemplo, o fôlego para se exercitar poderá ser menor, mas ainda conseguirá fazer todas as suas atividades. Entre as causas mais comuns para a remoção, estão o câncer e as infecções.

Intestino e bexiga

Em decorrência de alguns cânceres também, o cólon, o intestino delgado ou mesmo a bexiga podem ser removidos cirurgicamente, de forma total ou parcial. Agora, os desdobramentos da cirurgia vão variar para cada quadro médico. Em algumas circunstâncias, o paciente passará por uma ileostomia (cirurgia que abre o abdômen) e precisará aprender a conviver com uma bolsa de colostomia. Só que isso é muito variável.

Com quantos órgãos a menos podemos continuar vivos?

Em tese e considerando os órgãos listados na nossa lista, é possível dizer que mulheres conseguem viver sem 14 dos 78 órgãos que compõem o corpo humano. Entre os homens, a lista cai para 13. Então, o número mínimo necessário para a vida humana é 64. No entanto, essa não é uma conta real, já que sem tantos órgãos, a pessoa deve desenvolver inúmeros problemas de saúde, incluindo alguns desconhecidos, e dificilmente teria uma boa qualidade de vida.

Fonte: IFL Science  e MedicineNet  

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