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Web3: Será que ela pode tornar o mundo um lugar melhor?, questiona CEO da Dux

Considerada a maior conferência de inovação do mundo, a Web Summit acontece pela primeira vez no Brasil e levanta importantes questões sobre tecnologia e negócios inovadores. A Dux, startup de Web3, marcou presença no evento, no painel “Web3: Can it make the world a better place?”, que o CEO e fundador Luiz Octavio Gonçalves Neto apresentou no último dia 3. Com a plateia lotada, o executivo apontou o papel social da Web3 e seu potencial transformador.

A Web3 continua gerando curiosidade e mostra que há um universo de oportunidades, inclusive para moldar o futuro do mundo. Diante disso, Luiz Octavio Gonçalves Neto levantou um importante questionamento ao público: será que a Web3 pode tornar o mundo um lugar melhor? Como ponto de partida, o CEO lembrou que é preciso levar em consideração que são as pessoas que determinam como empregar e utilizar os recursos à disposição.

A Web3, frequentemente chamada de internet descentralizada, é uma revolução tecnológica que visa transferir o equilíbrio de poder das autoridades centrais para os indivíduos. É uma infraestrutura com potencial para transformar indústrias e empoderar pessoas de todas as esferas da vida.

Mas, como acontece com qualquer inovação, a própria infraestrutura é agnóstica quanto ao resultado que produz. Ela não é inerentemente boa nem inerentemente má; é apenas uma ferramenta. E cabe aos seres humanos, como membros da sociedade, decidir se querem usar esta ferramenta para construir um mundo melhor ou perpetuar os desafios enfrentados atualmente.

Ética e reponsabilidade

Nesse sentido, o CEO, ao ponderar o potencial da Web3, acredita que é essencial a todos fazer algumas perguntas difíceis: Como a gente pode garantir que essa nova infraestrutura seja empregada de forma ética e responsável? Como vamos evitar repetir os erros do passado e, em vez disso, aproveitar a Web3 para promover a transparência, inclusão e colaboração?

“A resposta mora no nosso compromisso coletivo com valores éticos e na busca de um objetivo comum: melhorar o mundo em que a gente vive. Devemos promover o diálogo aberto, fomentar a cooperação entre as diversas partes interessadas e trabalhar ativamente para eliminar as desigualdades que assolam nossos sistemas atuais”, destacou Luiz Octavio.

Ao acompanhar as explanações sobre a tecnologia, o público visualizou que um dos aspectos mais promissores da Web3 é seu potencial para democratizar o acesso à informação e aos recursos. Diante disso, ao eliminar barreiras e promover interações de igual para igual, é possível empoderar indivíduos e comunidades a criar, compartilhar e prosperar.

“Imagine um mundo onde comunidades podem colaborar e desenvolver projetos que atendam diretamente às suas necessidades, livres de restrições burocráticas. Um mundo onde os cidadãos podem participar dos processos de governança e tomada de decisão, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e suas preocupações sejam abordadas. Para concretizar essa visão, a gente deve investir em educação e alfabetização digital, capacitando as pessoas com as habilidades e conhecimentos necessários para navegar e aproveitar o poder da Web3. Também devemos criar ambientes propícios à inovação, fomentando a colaboração entre empreendedores, pesquisadores e formuladores de políticas”, ressaltou.

Para além de reformular os negócios e as interações, a Web3 tem a capacidade de criar um mundo mais igual, transparente e colaborativo. Com o painel, o CEO da Dux, marca que investe e incentiva a democratização da Web3, fez uma relevante reviravolta na construção do raciocínio: “Mais do que questionar se a Web3 é capaz de tornar o mundo um lugar melhor, cada pessoa deve ponderar se está disposta a usar a Web3 para criar um mundo melhor”.

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